O que faz um advogado? Quanto ganha?

O advogado é o profissional do direito que representa as pessoas frente à questões jurídicas, de acordo com o interesse delas, defendendo-as ou ingressando judicialmente com uma demanda, de acordo com os termos e possibilidades da lei.

Diferentemente do que algumas pessoas pensam, o advogado não atua apenas em conflitos judiciais, mas também em negociações, acordos, consultorias e, em algumas especialidades, como parte do corpo corporativo de empresas para o tratamento comercial de determinadas questões.

A área da representação jurídica é muito ampla e dá a oportunidade para o profissional do direito determinar onde sente-se mais confortável em seu ramo, além de abrir diversas oportunidades para outras carreiras dentro da área jurídica.



Bacharel em direito e advogado

Como muitos já devem saber, para que a pessoa possa entrar no ramo da advocacia, não basta que seja formada em um curso de direito. Quem termina o curso, o bacharel em direito, pode participar de alguns concursos e dedicar-se a alguns outros ramos jurídicos, como a pesquisa e a assessoria, por exemplo.

No entanto, para tornar-se advogado, é necessário que o candidato seja aprovado e registrado pela Ordem dos Advogados do Brasil, a OAB, em uma prova que é realizada três vezes ao ano.

O chamado exame da ordem possui duas etapas para selecionar os candidatos e não possui um número máximo de vagas. Por isso, para conseguir o registro e obter um número da OAB, basta que o candidato atinja a pontuação mínima, tornando-se advogado.

Foto: OAB-DF/Reprodução

Foto: OAB-DF/Reprodução

Optar pela advocacia acaba com as chances de outras carreiras jurídicas?

Uma das principais vantagens que os estudantes enxergam na carreira do direito é a grande variedade de opções disponíveis na carreira jurídica. Advocacia, uma grande gama de concursos e a docência são algumas das opções.

Muitas pessoas pensam que, ao optar por seguir a advocacia, passando no Exame da Ordem, a pessoa pode ter dificuldades para  seguir por outras carreiras jurídicas, mas isso não é verdade. Muitos concursos, incluindo o da magistratura (para tornar-se juiz), exigem que o candidato tenha advogado por algum tempo.

Isso torna a advocacia uma ótima opção para iniciar uma carreira jurídica e buscar por outras oportunidades, se ela não corresponder ao que a pessoa efetivamente busca.

Ramos da advocacia

Pixabay/CCBY

Pixabay/CCBY

Um advogado pode ser generalista ou especializar-se em algumas áreas do conhecimento jurídico, que definitivamente não são poucas. A pessoa pode trabalhar apenas com sucessões ou apenas direito trabalhista – se preferir, pode optar por trabalhar exclusivamente com questões criminais.

É importante que o advogado sinta-se confortável com o que faz para que represente seu cliente da melhor forma possível, sem deixar que dúvidas e desconfortos atrapalhem seu desempenho, especialmente em um mercado com uma grande disponibilidades de profissionais na área.

Advogado assalariado ou autônomo?

Ao receber o registro da OAB, o advogado pode optar entre buscar um emprego em escritórios de advocacia ou trabalhar de forma autônoma, sob seu próprio nome de maneira independente.

Em pesquisa divulgada pela revista Exame, concluiu-se que os advogados com maior arrecadação no mercado são aqueles que trabalham de maneira independente ou são sócios em seus próprio escritórios. No entanto, estes profissionais não possuem a segurança de um salário garantido, especialmente no início de suas carreiras.

Leia também: Engenheiro: O que faz este profissional? Quanto ganha?

Quanto ganha um advogado?

A remuneração de um advogado assalariado depende muito da área de sua atuação, experiência na atividade e região geográfica do Brasil. Estima-se que a média recebida por um advogado assalariado em início de carreira em escritórios de porte médio ou grande esteja um pouco acima de quatro salários mínimos, enquanto profissionais com boa experiência costumam receber salários superiores a dez salários mínimos.

Há, ainda, variações como bonificações anuais ou participação em lucros, de acordo com os casos nos quais cada advogado participou, dependendo da política de pagamentos de cada escritório ou empresa.

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