Fascismo: características, desenvolvimento e tipos

O termo fascismo é bastante conhecido como um adjetivo pejorativo, especialmente em discussões políticas, mas muitas pessoas não sabem exatamente qual o significado da palavra em seus conceitos mais tradicionais.

Para além de definir certas posições políticas atuais – o que constitui, na maioria dos casos, um anacronismo – o fascismo foi um movimento de cunho político, com determinações sócio-econômicas, que surgiu com força significativa no entre-guerras – especialmente na década de 1930.



A Itália e a Alemanha são os casos mais conhecidos de fascismo, e o uso dos dois países já exemplifica o quão amplo pode ser o termo. Nos dois países, o movimento surgiu como uma resposta extremada à crise decorrente do período de guerras, dando um poder autoritário a personalidades singulares, justificando o uso violento da máquina estatal.

Saiba mais sobre o fascismo, o que realmente significa este termo, e quais são as principais características deste tipo de movimento político:

O que significa fascismo?

Não é possível definir o fascismo como um modelo único de organização política. Na prática, cada exemplo deste tipo de poder apresentou um certo conjunto próprio de regras, embora algumas delas fossem mantidas em comum.

É consensual dizer que este tipo de regime pode ser caracterizado como uma política de poder extremamente concentrado e autoritário, com bom nível de liberdade por parte da figura que toma o poder. Além disso, este governo autoritário apresenta um discurso altamente nacionalista e, via de regra, armamentista.

Em outras palavras, apesar da dificuldade de definição de um único fascismo, como conceito, é seguro dizer que trata-se de um governo de posições extremas e populistas (independentemente de sua matriz ideológica), autoritário e militarizado.

Principais características do fascismo

Embora cada regime fascista apresente características próprias, como já mencionado, há uma série de elementos comuns em todas as experiências fascistas observadas no ocidente. Entre elas pode-se destacar:

  • Governo bastante autoritário, geralmente concentrado em um único líder com pouca limitação em sua atuação;
  • Discurso altamente nacionalista, buscando formação identitária baseada na rejeição externa e na exaltação da superioridade nacional;
  • Governo altamente militarizado, geralmente com pautas expansionistas e imperialistas, focando em produção interna de armamentos como maneira de fomentar a indústria de base;
  • Restrições constantes à liberdade de imprensa e, via de regra, controle da maior parte dos meios de comunicação de massa no país;
  • Uso intenso da coerção física dentro do território nacional para fins de manutenção do regime dominante;

Como surgiu o fascismo europeu?

Os principais registros históricos de nações fascistas ocidentais surgem em um momento mais ou menos semelhante na história: inicialmente, a Itália posterior à primeira Guerra Mundial sofria uma grave crise econômica. Não muitos anos depois, a Alemanha – também em grave crise após as punições ao perder a guerra – vê crescer o partido nazista, que desenvolveria suas características fascistas.

Embora as histórias e focos sejam distintos nas duas nações, os elementos que se observam em comum são o estado de crise e uma gigantesca massa populacional desesperada pelo surgimento de um movimento que prometesse romper com aquelas situações.

Os partidos autoritários e de choque apresentam, via de regra, o potencial de alimentar essas esperanças, e é exatamente nesta situação que populações tendem a entregar o governo. Não muito diferente deste tipo de situação, a ditadura da era Vargas apresentou algumas tendências fascistas – em parte controladas pelo aliamento com os EUA, e não com a Alemanha, durante a Segunda Guerra Mundial.

Obviamente, cada governo apresenta seu próprio conjunto de características, mas saber identificar o crescimento de movimentos autoritários e extremistas é uma importante ferramenta para não permitir a sua repetição. Conhecer a história de um tipo de regime é a única maneira de identificar os ciclos históricos que, como observado muitas vezes ao longo do desenvolvimento das sociedades, tendem a repetir como se fossem inéditos.

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