O que é Macroeconomia?

A macroeconomia pode ser entendida como a parte mais ampla, no sentido de escopo abordado por ela, da economia. Se a economia é o estudo dos recursos e suas distribuições, pode-se considerar que a macroeconomia é uma espécie de pilar de observação através dos grandes agentes que estruturam essa economia global.

Em outras palavras, a macroeconomia não está diretamente dedicada a observar aspectos internos de um mercado, mas as características de um sistema econômico formado por vários mercados e seu comportamento.

Um exemplo clássico de estudo macroeconômico é observar a economia de um país e aspectos fundamentais dele, como inflação e juros. Por isso, a macroeconomia permeia nossas vidas diariamente, influenciando na formação de preços, na estabilidade de uma moeda e em diversos outros aspectos que raramente consideramos ao ouvir este termo incomum.

Saiba mais sobre o que é a macroeconomia, como ela influencia nossas vidas, e quais são seus principais objetos de estudo:

Diferenças entre macroeconomia e microeconomia

A economia pode ser dividida em dois pilares fundamentais: macroeconomia e microeconomia. De forma muito simplificada, é possível diferenciar os dois imaginando nossa vida cotidiana. Imagine, por exemplo, que você ouve lê no jornal qual é a inflação prevista para o mercado, logo após comprar o jornal por um certo valor. A inflação é um aspecto macroeconômico, pois diz respeito à economia nacional, de forma ampla.

A formação do preço daquele jornal, no entanto, é um aspecto microeconômico influenciado pela macroeconomia. Isso significa que ele chega ao preço pago porque é produzido por um certo valor, e há demanda para o produto ofertado a este preço. Um ano após a compra desse jornal, é possível que ele seja vendido por um preço distinto, em função da inflação (que é um aspecto macroeconômico, mas que influencia na formação de preços).

Keynes e a macroeconomia

Falar de macroeconomia deve, obrigatoriamente, fazer uma referência a Keynes que, alguns séculos atrás, mudou a forma de se compreender o mercado. Até o desenvolvimento de seus estudos, acreditava-se na chamada Lei de Say, onde as ofertas criavam suas próprias demandas, no mercado. Em outras palavras, acreditava-se que produzir algo resultava em seu consumo.

Keynes, por sua vez, demonstrou que o mercado está sujeito a falhas, e pode colapsar se não tiver um correto tratamento por uma instituição que o controle, na medida do necessário. Sem essa instituição, a formação de desemprego, inflações e descontrole de preços é potencialmente constante.

Ao desenvolver essa teoria ele cria, em certa medida, a macroeconomia, que busca a compreensão destes vários fatores que formam um sistema e influenciam a economia em seu âmago.

Mercados que formam a macroeconomia

Pensar na economia como um todo, que é a função das teorias macroeconômicas, significa pensar em um sistema completo, influenciado por fatores produtivos internos e externos. Isso significa que vários mercados e características devem ser levados em consideração.

Tanto a produção, a execução de serviços, as características do mercado de trabalho, o mercado financeiro e de títulos públicos, quando o trânsito de divisas precisam ser estudados. Em outras palavras, isso significa levar em consideração o produto interno, os níveis de desemprego e níveis salariais, as dívidas públicas, as transações internas e, claro, a balança comercial com outros países.

Qual o objetivo de estudar macroeconomia?

O objetivo da macroeconomia é entender como diversos processos microeconômicos estabelecem “a economia” mais ampla de um país ou região. Em outras palavras, trata-se da intenção de estudar o comportamento da economia, formada por seus diversos mercados, com o objetivo de entender quais são as tendências desta economia frente a certos aspectos.

Isso permite entender, por exemplo, que em um processo altamente inflacionário, o aumento da taxa de juros dente a reter o consumo interno e diminuir a inflação. Pode parecer um conceito abstrato, mas trata-se da base do desenvolvimento de políticas de controle inflacionário pelo qual a economia passa diariamente.

Fora este exemplo, a formação de empregos através do estímulo econômico, a estabilidade dos preços, o crescimento da produção e, até mesmo, taxas cambiais são resultados diretos da compreensão da macroeconomia,  fazendo-a constantemente presente em nossas vidas.

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